
Sábado, Novembro 28, 2009
Parcas luzes...
Terça-feira, Outubro 20, 2009
(Sonia Cancine)
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Pudera...
Ter a leveza dos pássaros
A delicadeza das pétalas e
Os sentidos felinos.
Quem sabe assim, sobreviveria
Em meio à tormenta escura em que vivo?
Por assim dizer, respiro.
Respiro lágrimas silenciosas
Que exalam cristais
As parcas luzes
De meu finito desejo
Apagam-se e
Eu não posso mais ver a luz...
Dói-me os sentidos por perceber a alma tão pequena.
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O Silêncio que Cala
Um sopro negro....
Domingo, Outubro 04, 2009
(Sonia Cancine)
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Do novelo de fatos estranhos
O maceramento dos olhares
Do exílio, intacta indignação.
É limítrofe
(a insanidade e a lucidez)
Nos ventos álgidos
Que encobrem meus passos
Entre ruas laceradas da Terra.
Queria um Silêncio absurdo...
De gritos lascados
De lágrimas gritantes
De cada gota de sangue
De cada lágrima derramada
Da arena da vida
Mas um silêncio profano e de pupilas ardentes
Pôs-se a caminho, tendo às costas a ninhada.
(Sonia Cancine)
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Nas imensas asas entreabertas
Empalideço. Desperto para a morte.
Faces confusas
Sobrevoam minha mente
(em nuança ofuscante)
E me auferem a visão.
Retorno de uma viagem
Nas efígies que vivi.
Muitas delas – eu já me esqueci...
De quanto feliz eu já fui
Desde que nasci.
Em outras... Um arrepio
Ao lembrar a dor que senti.
De um anjo negro. Um sopro
(entre cortante). Hálito gélido
Que congela as veias
Penetra línguas nas entranhas
Que rasgadas, sangram...
Desfaleço na floresta sombria e
Anoiteço num futuro pálido
Na força do caos e de guardiões
Que nos têem quando se abrem portais
Um elo, entre safra de ervas daninha.
Podadas, deslizam e crescem
No vazio do esquecimento
E dormem um sono imaculado
Nos braços do abandono.
De tais desatinos além do laço
Vela, ó Sol e nos mantém de olhos abertos
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Fotografia de Mim
Sábado, Setembro 19, 2009
(Sonia Cancine)
.
Os meus dias são dias de flores e pedras
De jugo (acirrado) no jogo das forças
De todos os dias
Nas marcas do tempo
Nos naufrágios
Onde o mar se torna salubre.
Através das pedras, o mundo me devora
Como se eu, de parte alguma, fosse parte.
Meus olhos têm o silêncio encravado
Frágil, nas passagens que me contém
Mas, posso te dizer que meu semblante
Traz de forma serena a dor calma
Obscuridade no pecado do ontem
Caos aparente, quase superado...
E abrange a tua presença além de mim.
Não dissipo a alma no esquecimento
E da lembrança das areias da praia:
- o aceno da manhã –
Sacralizada pelos pássaros à tarde
No laranja-avermelhado do céu
No grito do meu grito e das gaivotas
Descortinam-me a alma adormecida.
E levantei-me das chuvosas lembranças
Sem norte sob a neblina de meus dias
Onde o vento soprava frio
No bosque inalcançável e
Quase jaziam os meus pés...
Pálida chuva sobre o pôr-do-sol
Que se escondia
Nos meus jardins que floresciam
E deslizava luz pelos lírios da espera
Nas lágrimas que queimavam
As faces da menina
Que um dia passeou por aqui coberta de dor e sangue...
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Espelho negro dos dilemas
Terça-feira, Setembro 08, 2009
(Sonia Cancine)
Tua voz faz eco em meu silêncio...
E nalgum lugar, fala-me sutilmente
Vai, oh homem moribundo
Que me encantou com palavras
Para se fazer eterno, através da voz.
Sem exigir nada mais além
Deu-me flores, cores e emoções
Abriu pétala por pétala tua alma
Desfiando num suspiro o novelo do tempo
Teus olhos tão belos, tão azuis
Falam-me de amor com suavidade
Mas nada que possa fazer me compele
A aceitar a cor de tua imensa fragilidade
Sou águia sou solitária
Porém sou emissária guerrilheira
O espelho negro dos dilemas e
A tudo eu renego por um vôo até a ti apenas:
Voar, voar, para os céus tão azuis
Junto aos olhos tão puros, de puro luzir
Que a mim me fenecem no ar que te falece
E me matam de saudades num pranto sem cor.
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Descortina-me a alma adormecida
Domingo, Agosto 23, 2009
(Sonia Cancine)
Os ventos rasgam forte o meu medo
A chuva irrompe o silêncio
Os trovões soam angustiantes
No espetáculo que se impõe...
Gotas incendeiam meu adágio
Que estremece nas entranhas
Cortantes de expectativas
E congelam na memória
Vivi as teias traçadas pelo destino
Mas não vivi os desejos reprimidos...
Marcados pelas pedras e tempestades
Vidas desafiam e desfiam o tempo...
Nuvens afagam lágrimas que caem
E enlaçam as dores cristalinas
Da lua escura que se distrai em cólera
Em júbilo junto à noite que desencanta
E sob a indiferença dos céus indigentes
Descortina-me na inerte alma adormecida.
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Cálice de Adversidade
Domingo, Agosto 09, 2009
(Sonia Cancine)
A margem da estrutura social
Eu tento digerir
O que se impõe nas caldeiras ferventes
Das relações existentes.
Cozidos os destemperos
Sobram as porções carnudas
Para o prazer da gula animal.
Desmancham-se nos caldeirões
Aos borbotões olhos tristes
No regalo de perdas infindas
Onde deveriam nascer canções.
Embriagada pelo sentimento de saudade
O amor jazido entoa palavras jogadas ao vento...
Buscando a brisa suave
Na esperança de que esta enleve
E abrande as cinzas do lado sombrio d’alma
Corrompida pela dor.
Sou livre sou pássaro
Que no alto de vôos imaginários
Deste inverno triste, aguardo os raios de Sol
Pousar e aquecer os quintais humanos
Para que me tragam de volta o brilho do olhar.
Olhar que se perde ao longe
E reflete a expressão de anseios
Inebriando-me no mais absoluto Silêncio d’Alma.
Assim num ritmo cigano
Ao som de pandeiros e violinos
Representando o júbilo do Sol
Embainhada de lenços eu danço
Um lamento arcano
E aos poucos revelo tão somente
A beleza e o poder da dança
Como forma de oração
E me basto neste instante.
Tal como filha do amor
Neste cálice de adversidade
Ao que o mundo se destina
Ao dançar manifesto desejo, sentimentos e sonhos
Movidos pelo deslizar dos lenços tristes pelo ar
Num transe livre e musical como o vento
Numa tentativa de envolver e fortalecer teu coração.
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Ode ao teu Olhar
Segunda-feira, Março 30, 2009
(Sonia Cancine)
Em silêncio ouço fortes gemidos
Que rompem a sombra da noite,
Repleta de estilhaços de dor.
Dos instantes em que te vejo
Guardo-te no olhar e contemplo.
Das serpentes dos teus olhos claros
A íris bucólica do teu olhar,
Agoniza-me e me seduz...
Olhos que prometem me cegam
Como se fossem reflexos de espelho.
Colhem lírios e embriagam-se de absinto
Afastando-me do ninho das ninfas.
De súbito, enxergam ao longe uma flor
Jamais vista, a mais bela, e
Tua luz é brilhante (mente) intensa.
Do alto dos montes, delirantes súplicas
De espírito intranqüilo, de grata prece
Abro, então, uma cova no teu olhar...
Rogo-te o calor,
A incendiar-me as entranhas e
Sob a carne impenetrável,
No pulsar do amor
Olhos que aos poucos fenecem
Causam-me - medo...
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Grande Exposição Literária Feminina
Sábado, Março 07, 2009
(Sonia Cancine)
Organização: Paulinho di Andrade
Arte por: Marina Franciulli
São Paulo - Brasil
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Mulher Guerrida
Quinta-feira, Janeiro 22, 2009
(Sonia Cancine)
Ah! Mulher aguerrida...
Alma casta e não se sabe o fenecimento que te inflige à vida
Nasceu das cinzas firmes que te conduzem pelas mãos
Formou-se guerreira e no coração se faz em obra dura
Não foi formada em fantoche, mas, moldada aos ossos
A perfeição divina, bela e sábia, predestinada a que veio
Dela, depende a edificação da lida da vida
Instrumento, para intervir neste mundo cão.
Frágil, diante da imperfeição da pedra bruta
Faz-se forte frente aos inimigos vorazes
Guerreira caminha só, desde jovem a imortalidade
Traz nas entranhas tuas absurdas valentias e,
Não teme a obscuridade e nem os laços armados
Cinja-se com o fogo e faça acontecer o teu caminho
É o acaso aceso que aclara vidas e espreita sonhos
Nas nuances resplandecentes do teu arco-íris
O que é certo é que é encanecida com tuas imputações
Mas, acima de todas às tuas lutas, a tua personalidade
As superações e as gotas de lágrimas sentidas
No teu espaço e em tuas desventuras...
O prazer e a plenitude do teu cheiro em um só dia
Flor frágil e forte neste jardim amanheceu
E o que a torna tão (in) segura?
IndiaOnhara | | [ Envie essa mensagem ]
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Punhal Multiface
Da luta. A vontade de vencer.
Abriga-me sob a luz da lua e das estrelas
Quarta-feira, Dezembro 24, 2008
Reféns de Vidro
Terça-feira, Dezembro 23, 2008
Espreguice...
Na lucidez de minha loucura...
Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
Lágrima que Sangra...
Ao som de egos fulgentes, na tumba da idolatria, sangram em hálito candente às sombras da negação. Enleada em comiseração, só, se apercebe do vazio a sua volta e sofre em prantos... Libera dos tristes olhos e cansados, uma lágrima que sangra. Sangra ferina e quebrantada, e (cão) fusa é sua oração no tempo de fúcsia, que sangra em toadas e tons. São a vozes que cala a alma, a dor que se desdobram, as pétalas de amor rasgadas em cicatrizes, pela navalha da razão...
Sexta-feira, Dezembro 05, 2008
(Sonia Cancine)
Na Intensidade do silêncio...
Serpenteia anseio, de honra vitória e medo.
Nas matas abertas das cadeias emocionais.
Desperta-me.
Símbolo feraz de fertilidade na terra.
Energia transmuta (dor)
a que me conecta a planos espirituais
Sob, sua presença forte e ousada.
A noite cai no silêncio inquietante
de um só instante...
Ele arma acampamento acendendo a fogueira.
Agressivo, alimenta golpes de punhal e se aquece.
Do ardor negro que purifica energia introspectiva
Retorno a terra, e sigo pela estrada num duelo.
Com expressão de mistério e força estampada na face
Quanta vez, não ergue os olhos para advertir o céu?
Mas, igualmente fascinante e eficaz...
Conduz-me a lâmina penetrante e cortante no peito.
Nos dentes desafia com destreza, o punhal no ventre
Destrói o que me encanta no fio da navalha
Tira-me os sonhos e me leva ao chão.
E, jaz seca minh'alma anestesiada pela dor
Bate o punhal na bainha e me chama para a dança...
Enigmática, fria e irreal.
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Será, a dor que sangra no peito uma demonstração de amor?
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(Sonia Cancine)
Inesperadamente. O intocável acontece...
Gera-me fonte de frescor. Desde que te conheci.
Resgata-me do sombrio...
Exige-me o uso de lamparinas de azeite
e conduz-me por entre aléias guarnecidas de flores
Sombreadas por caramanchões.
Em jardins ladeados por árvores frutíferas
tamareiras, figueiras e palmeiras...
Ornamenta-me com ramos das videiras
O seu atento e sutil olhar...
No espelho d'água veste-me, com roupas diáfanas
Para que eu possa adentrar neste jardim-santuário
de linhas onduladas.
Não permita que meu olhar se desvie...
E deixe de perceber pássaros e flores de lótus
Lentamente, me conduz pelas mãos ao amor
que como papiros, cresce ao longo da margem.
Em silêncio pequenas fagulhas surgem...
e o fascínio que era um sonho distante
Como um canto nos atrai, e nos leva a mergulhar...
Nas profundidades do ser, e dali extraímos
a fonte de nosso alento
Em cacos dispostos...
Você e eu caminhamos por um chão de barro escuro
Apenas libertando nossos reféns de seus vidros
de exposição. Mas, na ressonância de seus ecos...
Perco-me em você.
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Ah! Esse sentimento de respeito, medo e encantamento?
IndiaOnhara | | [ Envie essa mensagem ]
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(Sonia Cancine)
Cabe-me a observação, ao passar
pela janela de seu olhar, isenta da roda-viva
e da engrenagem que move os homens.
O que me leva a pensar e a crer
que pode ser meu homem, e posso lhe pedir:
Abra sua janela e deixe-me entrar...
Vim te recepcionar
Inspira-me
me aceita
e abraça-me
Trago-lhe uma gota de Mim...
Escuta meus sons
e dancemos junto aos ventos
Ouça! Entoam batidas oriundas
[suaves e profundas]
das vísceras de meu Ser
Venha! e se entrelace:
em meu corpo
alma
e espírito
.
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Em manhas de amor
IndiaOnhara | | [ Envie essa mensagem ]
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(Sonia Cancine)
Impressa pela emoção e cristalizada, brilha ao sol distante no abismo da culpabilidade...
Pela fome do prato da insatisfação, a alma se mantém atormentada de luto vitalício em lágrima - lamina. Com intensidade cadenciada sangra-te as veias, e transforma-lhe a face sem cor. Pura como a morte dilacera a essência e, ao tocar sua plácida face à agonia do choro, o amor junta fragmentos perdidos... Tatuados como maldição da essência, para que sua lágrima produza alvitres cristalinos como anjos, e ácidos como larozes.
Na escuridão ouvem-se gritos ensurdecedores... Arrebatam suas raízes da terra da dor e, como flores colhidas do jardim...
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Suas lágrimas cristalinas guiam-me na obscuridade.
IndiaOnhara | | [ Envie essa mensagem ]
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Um Sopro no Jardim
Na distrofia do isolamento...
Segunda-feira, Dezembro 01, 2008
(Sonia Cancine)
Em obscuridade e estado de sonolência
Entrei e permaneci, no tubo da transição
Num ato de colisão senti que daqui...
Desprendi-me e perdi a lucidez
O ocaso me impulsiona a te conhecer...
Sua face me revela um toque de puro requinte
e em lúgubres estilhaços, desvenda-me
De repente, olho-te! com lacuna impenetrável
Olha-me com fúcsia sinistra
(de quem vê a biografia se degenerar)
Sombras escamoteiam o medo
no cruzamento dos portais...
E dentro de mim impera:
- a solitude calada –
Conspiram versos desencantados
E da obscuridade alojada...
Conduz-me pela mão a vida, que por ora.
Já não pulsa mais, e torna as mãos vazias
Cobre-me de flores e folhas
Neste jardim visionário...
Leva-me inebriada a existência
e ao sopro de seu toque impetuoso
Liberta-me a alma deste jardim sombrio
Na fonte antes, sagrada e inviolável.
Faz-me caminhar por entre as flores
Como a pomba, com o ramo de Oliveira
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A vida floresce e de novo, regresso a terra.
IndiaOnhara | | [ Envie essa mensagem ]
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Carne Nua e Crua
O branco vazio de seu sarcasmo
© Direitos Autorais Reservados
(Sonia Cancine)
Na retina de meu asco
Conota a lascívia de seu ego
Diante da via imperatriz
Desfila e destila seu veneno
E abiscoita mente crua de carne nua
Que abocanha a podridão
De mente vazia, carne nua e crua
Agride a veia sangrenta.
E mutila na idolatria, a paixão
Tornando indigesta a visão
Por vias absurdas
A prepotência é risível
Os olhos atentos
Na morbidez de seus atos
A tudo observam aleivosia
Aos cuidados do verdugo
Diante de riste predador
IndiaOnhara | | [ Envie essa mensagem ]
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Sonia Regina Cancine
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